Domingo é aquele dia preguiçoso, do futebol - para quem gosta.
Eu sou mulher, mas gosto de futebol. MUITO. Só não entendo nada além do pênalti, da falta, de quem é juiz e lógico, a hora do GOL (e qual time marcou). Regras - nenhuma delas - não é comigo, não me importo, sou uma torcedora leiga e feliz.
Maracanã tá no meu coração de carioca. Meu pai me levava desde pequena no Maracanã. Como não tenho problemas de assumir idade - por enquanto - posso contar que já vi o Zico jogar, Junior, Romário, Bebeto, Edmundo... Tava lá no Maracanã, debaixo de muiiiitaaaaaa chuva quando o Renato Gaucho fez aquele gol de barriga, em cima do meu Flamengo, na final do Carioca de 199enãoseiquanto.
Quantas segundas-feiras eu e a Juju - minha amiga rubro-negra inseparável de clássicos e de colégio, chegávamos sem voz na aula, depois de uma tarde de domingo no Maracanã torcendo pelo Flamengo. Jogos pelo FLA 100 ANOS. Baixinho impiedoso Romário em campo. Vitória quase certa.
Longe de futebol, meu coração também bateu forte quando meu pai (GENTE, AMO, AINDA VOU FALAR MUITO DELE, ELE É MEU TUDO, ELE E MEU FILHO) me levou ao Maracanã para assistir o Rock in Rio 2 (na época em que ainda se tocava rock de verdade lá, e não Claudia Leitte)
É por causa dessas coisas que acabei de contar, que me senti triste pela reinauguração do Maracanã. Não pelo estádio em si. NOSSA, o gigante acordou, lindo, adormecido, imponente. Mas não foi uma festa do Futebol, foi uma festa da Política (politicagem?). Ou seria festa da Politicagem (política?). Todos sabemos. Foi feio. Foi pobre. Falso. Sem contar no número de pessoas importantes para o nosso futebol - da época em que a seleção ainda era A SELEÇÃO - que foi (convenientemente) esquecida.
Repito e me calo. FEIO. TRISTE. FALSO. ZERO.

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